FAUSTO MACEDO - Agencia Estado - 09-08-2007
(É muito velho para ser julgado por "subtratir" mais de R$ 5.000.000 do governo do estado de Sao Paulo - aproximadamente 55.555 bolsas familia. Ou seja, temos a alguem inimputavel por um crime razoavelmente demonstravel, com um mandato legislativo.
Tenho melhor idéia: permitamos que crianças alfabetizadas entre 8 e 18 anos se candidatem. Tambem são inimputaveis, terao um nivel educacional similar ou superior ao presidente da república, e ainda por cima terão menos "vicios politicos".)
SÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal (STF) decretou arquivamento do processo criminal aberto contra o deputado e ex-prefeito Paulo Maluf por suposto envolvimento em desvio de recursos públicos municipais destinados a uma obra complementar do Complexo Viário Ayrton Senna, em São Paulo. A decisão foi tomada pelo ministro Eros Grau, que acolheu parecer do Ministério Público Federal e declarou extinta a punibilidade de Maluf pela prescrição da pena a que ele estaria sujeito.
Como tem mais de 70 anos, Maluf foi beneficiado pelo critério previsto no Código Penal que reduz pela metade o prazo que a Justiça tem para punir um acusado nessa condição. A investigação atribuía ao ex-prefeito crimes de corrupção e falsidade ideológica, conforme artigo 1.º do decreto-lei 201/67, que trata de delitos penais cometidos por administradores municipais.
O desvio imputado a Maluf teria ocorrido em 1996, último ano de sua gestão como prefeito. "Consumou-se o lapso prescricional desde 2004", destacou a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques. Laudo do Ministério Público Estadual apurou, em 2000, que o montante do desfalque ao Tesouro teria atingido R$ 5,8 milhões - em valores atualizados até aquele ano.
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9 de agosto de 2007
Governo ignora decreto e continua sacando com cartões corporativos
Publicado pelo estdao.com em 09-08-2007
(faça suas contas: cada um dos cartões de crédito do governo sacou este ano EM MEDIA, mais de R$ 5.800, em dinheiro. Você que tem cartão corporativo de sua empresa, quanto dinheiro já tirou num caixa com seu cartão, desde que o possui?)
"Segundo o site Congresso em Foco, do total gasto com os cartões este ano, 77% foi sacado
SÃO PAULO - O governo federal não está respeitando o decreto que limita os saques em espécie com os cartões corporativos. Segundo o site Congresso em Foco, o Executivo já gastou mais com cartões corporativos nos primeiros sete meses de 2007 do que durante todo o ano passado. E do total de R$ 45,34 milhões gastos neste ano, 77,7% foram sacados em espécie, para pagar despesas de mais de 6 mil servidores.
Os saques em dinheiro contrariam o Decreto 5.635, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2005. À época, o Ministério do Planejamento afirmou que o objetivo da medida era "reduzir os saques em espécie e dar maior transparência e operacionalidade ao uso do cartão pelos órgãos".
Do total gasto até agora, apenas pouco mais de R$ 9 milhões foram gastos com faturas dos cartões. Os outros quase R$ 36 milhões foram sacados na boca do caixa por seus 6.168 gestores. De acordo com o relatório analisado pelo Congresso em Foco, durante todo o ano de 2006, o gasto com cartões corporativos pelo Executivo foi de R$ 33 milhões.
Ainda segundo o Congresso em Foco, os dados do levantamento mostram que o decreto foi ignorado pelos ordenadores de despesas de 154 órgãos da administração federal, sem considerar as 14 secretarias vinculadas à Presidência da República."
(faça suas contas: cada um dos cartões de crédito do governo sacou este ano EM MEDIA, mais de R$ 5.800, em dinheiro. Você que tem cartão corporativo de sua empresa, quanto dinheiro já tirou num caixa com seu cartão, desde que o possui?)
"Segundo o site Congresso em Foco, do total gasto com os cartões este ano, 77% foi sacado
SÃO PAULO - O governo federal não está respeitando o decreto que limita os saques em espécie com os cartões corporativos. Segundo o site Congresso em Foco, o Executivo já gastou mais com cartões corporativos nos primeiros sete meses de 2007 do que durante todo o ano passado. E do total de R$ 45,34 milhões gastos neste ano, 77,7% foram sacados em espécie, para pagar despesas de mais de 6 mil servidores.
Os saques em dinheiro contrariam o Decreto 5.635, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2005. À época, o Ministério do Planejamento afirmou que o objetivo da medida era "reduzir os saques em espécie e dar maior transparência e operacionalidade ao uso do cartão pelos órgãos".
Do total gasto até agora, apenas pouco mais de R$ 9 milhões foram gastos com faturas dos cartões. Os outros quase R$ 36 milhões foram sacados na boca do caixa por seus 6.168 gestores. De acordo com o relatório analisado pelo Congresso em Foco, durante todo o ano de 2006, o gasto com cartões corporativos pelo Executivo foi de R$ 33 milhões.
Ainda segundo o Congresso em Foco, os dados do levantamento mostram que o decreto foi ignorado pelos ordenadores de despesas de 154 órgãos da administração federal, sem considerar as 14 secretarias vinculadas à Presidência da República."
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1 de agosto de 2007
Comentarios a Diego Casagrande
Enviado por mail em 23 de fevereiro de 2007
Angela,
Duro ler isso...
Vivo fora do país há anos, e dessa quase ilha da fantasia vejo o Brasil afundar mais e mais nesse ciclo de corrupção e impunidade. A impunidade vem de cima. O Exemplo vem de cima. Muito pior do que roubar milhões, os Dirceus, mensaleiros e sapos barbudos roubaram a dignidade, a auto-estima, o senso critico do povo brasileiro. Esgarçaram o tecido social, o senso de ética, confundiram o público com o privado, os interesses coletivos e pessoais, o certo e o errado, o bom e o mau, o ético e o espúrio. Dirceu é mau? Jefferson é bom? Tudo se confunde.
Nosso governo é, obviamente, reflexo do povo que o elegeu, espelho de sua personalidade, e reflete a todos os brasileiros, votantes petistas ou não, que “não adianta, são todos iguais, somos todos iguais.” Os ladrões capitalistas ou empresários pelo menos representavam “os outros”, um “exemplo do mal”, antagônicos ao povo, algo a ser combatido, um inimigo comum que aglutina, como os americamos unem ao oriente médio contra si. “Alí Lulá e os 40 mensaleiros” não. São o povo, uma constatação dura e fria de nossa própria canalhice. Como levantar-nos contra nós mesmos?
Talvez seja necessário olhar para trás, buscando na historia exemplos de recuperação da auto-estima de povos que se sentiram em algum momento estigmatizados coletivamente pelos erros de seus governantes:
Os alemães, estigmatizados pelo nazismo há mais de 60 anos, com todo seu nível educacional e cultural ainda não conseguiram recuperar-se e deixar atrás esta sombra.
Os Russos ainda não se deram conta, e talvez nunca o façam, dos delírios, abusos e descalabros comunistas.
Os Norte-americanos, então, será que algum dia entenderão seu papel de alter-ego do comunismo russo, tão vil, cruel e imoral quanto eles, somente com outras vestes e metodologias?
Norte-coereanos, cambojanos… Pobres seres humanos…
Vejo tudo muito sombrio. Do alto de meu parco conhecimento histórico, não me lembro de nenhum povo que tenha superado um problema de baixa auto-estima coletiva. Talvez você possa saber de algum…
Será que seremos nós os primeiros?
Grande abraço,
Angela,
Duro ler isso...
Vivo fora do país há anos, e dessa quase ilha da fantasia vejo o Brasil afundar mais e mais nesse ciclo de corrupção e impunidade. A impunidade vem de cima. O Exemplo vem de cima. Muito pior do que roubar milhões, os Dirceus, mensaleiros e sapos barbudos roubaram a dignidade, a auto-estima, o senso critico do povo brasileiro. Esgarçaram o tecido social, o senso de ética, confundiram o público com o privado, os interesses coletivos e pessoais, o certo e o errado, o bom e o mau, o ético e o espúrio. Dirceu é mau? Jefferson é bom? Tudo se confunde.
Nosso governo é, obviamente, reflexo do povo que o elegeu, espelho de sua personalidade, e reflete a todos os brasileiros, votantes petistas ou não, que “não adianta, são todos iguais, somos todos iguais.” Os ladrões capitalistas ou empresários pelo menos representavam “os outros”, um “exemplo do mal”, antagônicos ao povo, algo a ser combatido, um inimigo comum que aglutina, como os americamos unem ao oriente médio contra si. “Alí Lulá e os 40 mensaleiros” não. São o povo, uma constatação dura e fria de nossa própria canalhice. Como levantar-nos contra nós mesmos?
Talvez seja necessário olhar para trás, buscando na historia exemplos de recuperação da auto-estima de povos que se sentiram em algum momento estigmatizados coletivamente pelos erros de seus governantes:
Os alemães, estigmatizados pelo nazismo há mais de 60 anos, com todo seu nível educacional e cultural ainda não conseguiram recuperar-se e deixar atrás esta sombra.
Os Russos ainda não se deram conta, e talvez nunca o façam, dos delírios, abusos e descalabros comunistas.
Os Norte-americanos, então, será que algum dia entenderão seu papel de alter-ego do comunismo russo, tão vil, cruel e imoral quanto eles, somente com outras vestes e metodologias?
Norte-coereanos, cambojanos… Pobres seres humanos…
Vejo tudo muito sombrio. Do alto de meu parco conhecimento histórico, não me lembro de nenhum povo que tenha superado um problema de baixa auto-estima coletiva. Talvez você possa saber de algum…
Será que seremos nós os primeiros?
Grande abraço,
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Pinochet e Castro, unidos na gloria e na agonia
11 de dezembro de 2006
Ângela,olá.
Hoje te escrevo para te contar do Chile, não do Brasil.
Como você deve estar sabendo, ontem pela tarde Augusto Pinochet morreu, após uma vida relativamente tranqüila e sem sobressaltos. É impossível falar sobre o Pinochet no Chile sem despertar paixões Maniqueístas. Mas o que a maioria dos chilenos não percebe é que Pinochet foi uma peça no tabuleiro da guerra fria. Foram anos loucos, Allende era louco e Pinochet era louco. Allende tinha um plano mirabolante de transformar o Chile na segunda nação comunista da América, e nisso teve apoio direto de Fidel Castro em pessoa,e o apoio suposto dos Soviéticos. Fidel passou varias semanas peregrinando pelo Chile, pregando sua revolução na permanência mais longa fora de Cuba desde a Revolução. Pinochet era o militar tecnocrata que, nomeado pelo próprio Allende, abraçou a causa anticomunista, insuflado por Kissinger e seus boys.
Allende está fora dessa análise, morreu antes de confirmar as boas ou más expectativas que inspirava. Sobram Pinochet e Castro.
Ambos são idealistas intransigentes. Ambos tomaram o poder pela força, ambos derramaram sangue no processo.
Castro acredita no poder do estado para dar bem estar ao povo, e em certa medida parece ter conseguido. Cuba, com todos os problemas que enfrenta, tem um povo que não passa fome e é relativamente escolarizado. Pinochet, acreditando ou não, deu espaço ao mercado, e o Chile mergulhou num experimento neoliberal radical possibilitado pelo poder absoluto. O processo foi longo e doloroso, com altos e baixos, e colocou o Chile nos umbrais do primeiro mundo. No Chile, uma economia de mercado extremamente aberta, a saúde e a educação são acessíveis a todos em níveis compatíveis com os Cubanos, e a custos e qualidade de primeiro mundo para quem quer e pode pagar. Saúde e educação: o mote de todo político, bom ou mau.
Pinochet recebeu um país com a indústria do cobre estatizada, e, curiosamente, não a devolveu aos capitais estrangeiros. Castro contou por décadas com a venda superfaturada de açúcar aos soviéticos. Cada um com seu subsidio.
Talvez as semelhanças terminem por aí. Em algumas décadas, caminhos tão distantes mas paralelos levaram a destinos muito diferentes. Cuba está à espera do líder agônico para, com sorte, viver uma transição que os leve a uma melhor situação. O Chile de Pinochet viveu uma transição democrática, imposta, com idas e vindas mas democrática enfim. O General que iniciou seu governo da forma menos legítima possível terminou o mandato passando a faixa presidencial a um novo governo que ganhou eleições limpas, que se realizaram sob as leis criadas pelo próprio General Tirano. Legitimou-se ao longo do caminho, reconhecem hoje seus próprios opositores.
Não se trata de endeusar a Pinochet. Se trata de estabelecer um paralelo entre dois personagens ao mesmo tempo tão diferentes e tão iguais como ele e Casto. Romper os mitos e paradigmas do “bom socialista”. Castro é e foi tão terrível como Pinochet, com resultados pífios para seu país. No dia em que entendermos isso, vamos derrubar as máscaras de Umalas, Morales, Chavez e Silvas. O Trabalho e o esforço coletivo e pessoal são o ÚNICO caminho para o desenvolvimento de uma nação. Ao governo lhe cabe sentar as bases e aplainar o caminho para isso. Não deve, não consegue e não pode levar o povo no colo.
Sorte a todos.
Carlos.
Ângela,olá.
Hoje te escrevo para te contar do Chile, não do Brasil.
Como você deve estar sabendo, ontem pela tarde Augusto Pinochet morreu, após uma vida relativamente tranqüila e sem sobressaltos. É impossível falar sobre o Pinochet no Chile sem despertar paixões Maniqueístas. Mas o que a maioria dos chilenos não percebe é que Pinochet foi uma peça no tabuleiro da guerra fria. Foram anos loucos, Allende era louco e Pinochet era louco. Allende tinha um plano mirabolante de transformar o Chile na segunda nação comunista da América, e nisso teve apoio direto de Fidel Castro em pessoa,e o apoio suposto dos Soviéticos. Fidel passou varias semanas peregrinando pelo Chile, pregando sua revolução na permanência mais longa fora de Cuba desde a Revolução. Pinochet era o militar tecnocrata que, nomeado pelo próprio Allende, abraçou a causa anticomunista, insuflado por Kissinger e seus boys.
Allende está fora dessa análise, morreu antes de confirmar as boas ou más expectativas que inspirava. Sobram Pinochet e Castro.
Ambos são idealistas intransigentes. Ambos tomaram o poder pela força, ambos derramaram sangue no processo.
Castro acredita no poder do estado para dar bem estar ao povo, e em certa medida parece ter conseguido. Cuba, com todos os problemas que enfrenta, tem um povo que não passa fome e é relativamente escolarizado. Pinochet, acreditando ou não, deu espaço ao mercado, e o Chile mergulhou num experimento neoliberal radical possibilitado pelo poder absoluto. O processo foi longo e doloroso, com altos e baixos, e colocou o Chile nos umbrais do primeiro mundo. No Chile, uma economia de mercado extremamente aberta, a saúde e a educação são acessíveis a todos em níveis compatíveis com os Cubanos, e a custos e qualidade de primeiro mundo para quem quer e pode pagar. Saúde e educação: o mote de todo político, bom ou mau.
Pinochet recebeu um país com a indústria do cobre estatizada, e, curiosamente, não a devolveu aos capitais estrangeiros. Castro contou por décadas com a venda superfaturada de açúcar aos soviéticos. Cada um com seu subsidio.
Talvez as semelhanças terminem por aí. Em algumas décadas, caminhos tão distantes mas paralelos levaram a destinos muito diferentes. Cuba está à espera do líder agônico para, com sorte, viver uma transição que os leve a uma melhor situação. O Chile de Pinochet viveu uma transição democrática, imposta, com idas e vindas mas democrática enfim. O General que iniciou seu governo da forma menos legítima possível terminou o mandato passando a faixa presidencial a um novo governo que ganhou eleições limpas, que se realizaram sob as leis criadas pelo próprio General Tirano. Legitimou-se ao longo do caminho, reconhecem hoje seus próprios opositores.
Não se trata de endeusar a Pinochet. Se trata de estabelecer um paralelo entre dois personagens ao mesmo tempo tão diferentes e tão iguais como ele e Casto. Romper os mitos e paradigmas do “bom socialista”. Castro é e foi tão terrível como Pinochet, com resultados pífios para seu país. No dia em que entendermos isso, vamos derrubar as máscaras de Umalas, Morales, Chavez e Silvas. O Trabalho e o esforço coletivo e pessoal são o ÚNICO caminho para o desenvolvimento de uma nação. Ao governo lhe cabe sentar as bases e aplainar o caminho para isso. Não deve, não consegue e não pode levar o povo no colo.
Sorte a todos.
Carlos.
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A vitoria do que tinha que ganhar
Mail enviado em 02-11-2006
Oi mãe,
Aconteceu o que tinha que acontecer, os grotões do Brasil pesam mais, e a desinformação e a pobreza fazem com que os votos de toda uma família valham 90 reais ao mês. Foi o maior crime eleitoral da historia brasileira, com milhões de votos comprados com dinheiro publico, nas barbas de todo o Brasil. Lembra quando antigamente a gente se escandalizava com o político que dava um pé de sapato antes das eleições e outro depois? Pois é, o Lula faz a mesma coisa, mas com dinheiro público, e ainda é beatificado por isso.
De quem é a culpa? das classes dominantes que controlaram o Brasil nos 100 anos anteriores ao Lula, que foram tão incapazes e incompetentes, exploraram e desumanizaram tanto o povo dos grotões, que agora o voto deles valem só isso mesmo, 90 reais por mês.
Baijo.
Carlos
Oi mãe,
Aconteceu o que tinha que acontecer, os grotões do Brasil pesam mais, e a desinformação e a pobreza fazem com que os votos de toda uma família valham 90 reais ao mês. Foi o maior crime eleitoral da historia brasileira, com milhões de votos comprados com dinheiro publico, nas barbas de todo o Brasil. Lembra quando antigamente a gente se escandalizava com o político que dava um pé de sapato antes das eleições e outro depois? Pois é, o Lula faz a mesma coisa, mas com dinheiro público, e ainda é beatificado por isso.
De quem é a culpa? das classes dominantes que controlaram o Brasil nos 100 anos anteriores ao Lula, que foram tão incapazes e incompetentes, exploraram e desumanizaram tanto o povo dos grotões, que agora o voto deles valem só isso mesmo, 90 reais por mês.
Baijo.
Carlos
30 de julho de 2007
Skidmore comentado
Comentarios à Revista Amanhã- Edição 217 -Janeiro/Fevereiro de 2006 - Entrevista ao brasilianista Thomas Skidmore:
Genial a lucidez deste Skidmore. É interessante a capacidade de análise que a isenção da distancia dá. O diagnóstico dele é, na minha opinião, muito acertado. Só faltou agregar que Lula, por inocente ou por conivente, abriu espaço para um projeto político arraigadamente corrupto. Políticos de origens burguesas podem financiar-se da corrupção privada e entregar em troca atos e contratos de governo. o PT, antagônico à maioria do empresariado, teve que mamar desbragadamente e diretamente nas tetas dos governos, primeiro municipais e depois federal, para lutar "de igual para igual" com as demais forcas políticas. Atos inocentes como receber jipes importados demonstram a imaturidade da maquina de corrupção do PT. São todos igualmente podres, mas o PT fez um grande favor ao Brasil. Escrachou a corrupção aos olhos de todos, fez com que os eleitores brasileiros reflitam sobre o real peso de seus votos, e sobre a grande pergunta: Se o PT é o primeiro governo do povo, isso quer dizer somos todos iguais?
Agora a oposição tem uma tarefa muito delicada: lidar com este novo paradigma do nível de tolerância do povo à corrupção, e ao mesmo tempo bater no governo PT na medida certa. Se bater demais, cai o governo e será trágico para o Brasil. Se bater de menos, lula se reelege extremamente fraco e só, e será ainda mais trágico para o Brasil viver outros 4 anos das orgias de "novos -corruptos" e oportunistas. Lula queimou todos seus cartuchos e alguns mais no primeiro mandato. Serão 4 anos de desgoverno e loucura que podem nem chegar no final.
A oposição vai ter que atuar de forma muito precisa: fazê-lo chegar moribundo ao fim do ano, mas sem morrer. Espero que sejam capazes para o bem de todos, inclusive do próprio Lula, que se transformou num prisioneiro do navio que aparentemente capitaneou. Na realidade é só um boneco de palha amarrado ao leme. Mas os chacais que realmente levavam o barco estão morrendo todos, por doentes, por devorar-se entre eles. E Lula está lá, só em um barco-fantasma à deriva.
Sorte aos passageiros, todos nos.
Genial a lucidez deste Skidmore. É interessante a capacidade de análise que a isenção da distancia dá. O diagnóstico dele é, na minha opinião, muito acertado. Só faltou agregar que Lula, por inocente ou por conivente, abriu espaço para um projeto político arraigadamente corrupto. Políticos de origens burguesas podem financiar-se da corrupção privada e entregar em troca atos e contratos de governo. o PT, antagônico à maioria do empresariado, teve que mamar desbragadamente e diretamente nas tetas dos governos, primeiro municipais e depois federal, para lutar "de igual para igual" com as demais forcas políticas. Atos inocentes como receber jipes importados demonstram a imaturidade da maquina de corrupção do PT. São todos igualmente podres, mas o PT fez um grande favor ao Brasil. Escrachou a corrupção aos olhos de todos, fez com que os eleitores brasileiros reflitam sobre o real peso de seus votos, e sobre a grande pergunta: Se o PT é o primeiro governo do povo, isso quer dizer somos todos iguais?
Agora a oposição tem uma tarefa muito delicada: lidar com este novo paradigma do nível de tolerância do povo à corrupção, e ao mesmo tempo bater no governo PT na medida certa. Se bater demais, cai o governo e será trágico para o Brasil. Se bater de menos, lula se reelege extremamente fraco e só, e será ainda mais trágico para o Brasil viver outros 4 anos das orgias de "novos -corruptos" e oportunistas. Lula queimou todos seus cartuchos e alguns mais no primeiro mandato. Serão 4 anos de desgoverno e loucura que podem nem chegar no final.
A oposição vai ter que atuar de forma muito precisa: fazê-lo chegar moribundo ao fim do ano, mas sem morrer. Espero que sejam capazes para o bem de todos, inclusive do próprio Lula, que se transformou num prisioneiro do navio que aparentemente capitaneou. Na realidade é só um boneco de palha amarrado ao leme. Mas os chacais que realmente levavam o barco estão morrendo todos, por doentes, por devorar-se entre eles. E Lula está lá, só em um barco-fantasma à deriva.
Sorte aos passageiros, todos nos.
Refelxões sombrias.
21 de septiembre de 2006
Os últimos acontecimentos políticos envolvendo o PT com (mais) uma falcatrua me deixa algumas sensações claras:
1 – O Brasil está tendo a excelente oportunidade de se desenvolver e de aprender com os muitos erros cometidos num ato tão simples e importante como votar. Não acho que o PT seja pior do que muitos outros partidos. Simplesmente estava, e felizmente já não está, vestido com trajes de virgem imaculada, e isso foi suficiente para uma parcela importante do povo brasileiro. Faltou escola, arroz e feijão para perceber que era só um partido mais. Agora, felizmente, está ficando claro para cada vez mais gente que o PT não é mais do que é: uma agrupação que vendeu a alma ao diabo, teve que entregar, e agora está vazio de conteúdo, de idéias, de propostas. Passou a ser só uma casca vazia, onde se escondem as criaturas mas escabrosas, que vão se dedicar a fazer o que sabem melhor.
2 – Dias piores virão. O PT já era como organização política. Perdeu o rumo, o caráter e a compostura. Lamentavelmente tudo indica que o carisma pessoas de um só homem no partido vai ser suficiente para levá-lo ao Planalto por mais 4 anos. E o que vai acontecer então? Com quem vão se aliar? Qual vai ser sua base parlamentar? Provavelmente os mesmos anões, mensaleiros e sanguessugas de sempre. E aí o que vai acontecer? Mais do mesmo, mais falcatruas, mais roubalheiras, e nenhum passo adiante. Como aprovar uma reforma política que poderia diminuir a promiscuidade parlamentar, reduzir o numero de partidos e melhorar sua representatividade num congresso desses? Não vai haver estímulo ou vergonha na cara que bastem. E em 4 anos mais, quem sabe, vamos estar como em 1994. Se tivermos sorte.
3 – Dias piores virão II – Para conseguir seu propósito “reeleitoral”, a presidência lançou o seu “pacote de bondades” sem olhar para o saldo no banco. Afinal, o Brasil é um país rico. Tão rico como a Argentina quando deixou de pagar sua dívida externa. Agora, lançou um orçamento 2007 que é uma obra de ficção, e que, com a capacidade administrativa desse governo, não vai se cumprir. Vamos terminar 2007 com um rombo gigante nas contas publicas, o superávit primário vai se transformar numa mochila excessivamente pesada para carregar, e as tentações serão fortes. E em 4 anos mais, quem sabe, vamos estar como em 1994. Se tivermos sorte.
4 – Dias Piores virão III – Talvez o pior legado de la era Lula para o Brasil não seja a desordem generalizada que vai deixar na coisa pública, nem os rombos orçamentários, nem perder a oportunidade de crescer num panorama internacional excepcional. Para mim, o mais doloroso é ver a legitimação da malandragem, da falta de caráter e da patifaria. O PT urdiu um esquema eficiente de neutralização de entidades de classe que faz com que tudo pareça normal. Que ninguém está indignado. E o povo dos grotões do Brasil, que recebem a migalha mensal que não lhes ensina nada, vê o que ocorre, vê a nula reação coletiva, e começa a assimilar a mensagem: Para que estudar? Para que seguir o caminho correto e quase sempre mais duro? Para que ser honesto? Onde esto os caras pintadas? Um país está perdendo seu caráter, e isso e muito, muito grave. Choro pelo futuro desse país.
5 – E por quê? – Quando olhamos para esta palhaçada chamada governo, e para o público que, entre pasmo e ignorante nada faz, poderíamos perguntar-nos como chegamos a este ponto? Para mim, a resposta está clara: o PT cresceu no vácuo da oposição. Se a oposição fosse realmente melhor que o PT, não seria oposição. Na favela não tem policia nem governo e o tráfico ocupa seu espaço. Nas cadeias não tem policia nem governo e as facções criminosas ocupam seu espaço. Não são sintomas isolados, são pequenos fragmentos de uma realidade bem mais abrangente. Por décadas classes dirigentes pouco preparadas e com princípios questionáveis geraram o caldo de cultivo para que a semente do PT germinasse sem maiores questionamentos. Miséria, falta de escola, falta de perspectivas, falta de respeito transformaram uma enorme massa de brasileiros em votos que valem uma cesta básica mensal. O Brasil é muito, muito mais rico que isso, e o que sobra da conta das cestas básicas pode ser repartido entre os poucos habitantes dos palácios, públicos e privados.
Das cinzas a Fênix renascerá – Talvez...
Talvez o senso de autopreservação das classes “formadoras de opinião” seja suficientemente desenvolvido para perceber que é necessário, imprescindível, repartir um pouco melhor a torta, para diminuir o espaço de manobra de populistas e pelegos. É uma questão de sobrevivência para estas classes. Não se trata de vender seu automóvel popular para andar de ônibus. O buraco pode estar (muito) mais para cima do que as classes assalariadas, independentemente do tamanho do salário.
Talvez dê tempo de impedir que uma estrutura política corrupta e bem organizada surja no vazio do planalto, arraigando-se por lá, novos Chavez tropicais. Talvez não.
Os últimos acontecimentos políticos envolvendo o PT com (mais) uma falcatrua me deixa algumas sensações claras:
1 – O Brasil está tendo a excelente oportunidade de se desenvolver e de aprender com os muitos erros cometidos num ato tão simples e importante como votar. Não acho que o PT seja pior do que muitos outros partidos. Simplesmente estava, e felizmente já não está, vestido com trajes de virgem imaculada, e isso foi suficiente para uma parcela importante do povo brasileiro. Faltou escola, arroz e feijão para perceber que era só um partido mais. Agora, felizmente, está ficando claro para cada vez mais gente que o PT não é mais do que é: uma agrupação que vendeu a alma ao diabo, teve que entregar, e agora está vazio de conteúdo, de idéias, de propostas. Passou a ser só uma casca vazia, onde se escondem as criaturas mas escabrosas, que vão se dedicar a fazer o que sabem melhor.
2 – Dias piores virão. O PT já era como organização política. Perdeu o rumo, o caráter e a compostura. Lamentavelmente tudo indica que o carisma pessoas de um só homem no partido vai ser suficiente para levá-lo ao Planalto por mais 4 anos. E o que vai acontecer então? Com quem vão se aliar? Qual vai ser sua base parlamentar? Provavelmente os mesmos anões, mensaleiros e sanguessugas de sempre. E aí o que vai acontecer? Mais do mesmo, mais falcatruas, mais roubalheiras, e nenhum passo adiante. Como aprovar uma reforma política que poderia diminuir a promiscuidade parlamentar, reduzir o numero de partidos e melhorar sua representatividade num congresso desses? Não vai haver estímulo ou vergonha na cara que bastem. E em 4 anos mais, quem sabe, vamos estar como em 1994. Se tivermos sorte.
3 – Dias piores virão II – Para conseguir seu propósito “reeleitoral”, a presidência lançou o seu “pacote de bondades” sem olhar para o saldo no banco. Afinal, o Brasil é um país rico. Tão rico como a Argentina quando deixou de pagar sua dívida externa. Agora, lançou um orçamento 2007 que é uma obra de ficção, e que, com a capacidade administrativa desse governo, não vai se cumprir. Vamos terminar 2007 com um rombo gigante nas contas publicas, o superávit primário vai se transformar numa mochila excessivamente pesada para carregar, e as tentações serão fortes. E em 4 anos mais, quem sabe, vamos estar como em 1994. Se tivermos sorte.
4 – Dias Piores virão III – Talvez o pior legado de la era Lula para o Brasil não seja a desordem generalizada que vai deixar na coisa pública, nem os rombos orçamentários, nem perder a oportunidade de crescer num panorama internacional excepcional. Para mim, o mais doloroso é ver a legitimação da malandragem, da falta de caráter e da patifaria. O PT urdiu um esquema eficiente de neutralização de entidades de classe que faz com que tudo pareça normal. Que ninguém está indignado. E o povo dos grotões do Brasil, que recebem a migalha mensal que não lhes ensina nada, vê o que ocorre, vê a nula reação coletiva, e começa a assimilar a mensagem: Para que estudar? Para que seguir o caminho correto e quase sempre mais duro? Para que ser honesto? Onde esto os caras pintadas? Um país está perdendo seu caráter, e isso e muito, muito grave. Choro pelo futuro desse país.
5 – E por quê? – Quando olhamos para esta palhaçada chamada governo, e para o público que, entre pasmo e ignorante nada faz, poderíamos perguntar-nos como chegamos a este ponto? Para mim, a resposta está clara: o PT cresceu no vácuo da oposição. Se a oposição fosse realmente melhor que o PT, não seria oposição. Na favela não tem policia nem governo e o tráfico ocupa seu espaço. Nas cadeias não tem policia nem governo e as facções criminosas ocupam seu espaço. Não são sintomas isolados, são pequenos fragmentos de uma realidade bem mais abrangente. Por décadas classes dirigentes pouco preparadas e com princípios questionáveis geraram o caldo de cultivo para que a semente do PT germinasse sem maiores questionamentos. Miséria, falta de escola, falta de perspectivas, falta de respeito transformaram uma enorme massa de brasileiros em votos que valem uma cesta básica mensal. O Brasil é muito, muito mais rico que isso, e o que sobra da conta das cestas básicas pode ser repartido entre os poucos habitantes dos palácios, públicos e privados.
Das cinzas a Fênix renascerá – Talvez...
Talvez o senso de autopreservação das classes “formadoras de opinião” seja suficientemente desenvolvido para perceber que é necessário, imprescindível, repartir um pouco melhor a torta, para diminuir o espaço de manobra de populistas e pelegos. É uma questão de sobrevivência para estas classes. Não se trata de vender seu automóvel popular para andar de ônibus. O buraco pode estar (muito) mais para cima do que as classes assalariadas, independentemente do tamanho do salário.
Talvez dê tempo de impedir que uma estrutura política corrupta e bem organizada surja no vazio do planalto, arraigando-se por lá, novos Chavez tropicais. Talvez não.
Cartas de Brasilia
Onde está o gênio?
Viernes, 19 de Marzo de 2004
De: Cnobre
Para: AS
Fiquei sabendo hoje que o Nobel de economia 2004 não vai se realizar, pois diante te tamanho brilhantismo intelectual e filosófico-econômico, seria perda de tempo procurar outro candidato. Agora só falta encontrar o gênio da equipe econômica do governo que elaborou este complexissimo algoritmo econômico: "apareceu outra conta para pagar=que paguem os contribuintes".
Economistas de jardim infantil, ou gênios abstracto-minimalisto-económicos? esperamos que as urnas tenham a resposta!...
Viernes, 19 de Marzo de 2004
De: Cnobre
Para: AS
Fiquei sabendo hoje que o Nobel de economia 2004 não vai se realizar, pois diante te tamanho brilhantismo intelectual e filosófico-econômico, seria perda de tempo procurar outro candidato. Agora só falta encontrar o gênio da equipe econômica do governo que elaborou este complexissimo algoritmo econômico: "apareceu outra conta para pagar=que paguem os contribuintes".
Economistas de jardim infantil, ou gênios abstracto-minimalisto-económicos? esperamos que as urnas tenham a resposta!...
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Para começar seu dia sorrindo, ou chorando
Viernes, 19 de Marzo de 2004
De: Cnobre:
Para: AS
Obrigado pelas boas piadas! Lendo nas entrelinhas, subentendo que a coisa deve estar pegando fogo por aí, né? Não se desespere, pois se sobrevivemos aos últimos 30 anos de "chefes", não vai ser esse "cabradapesti" que vai nos derrubar.
Ponha-se no lugar dos Petistas, esses sim devem estar sentindo-se absolutamente órfãos, sem chão, acreditando que o mundo vai terminar em buraco (provavelmente orçamentário...). Como simpatizante do PSDB (sem achar que fizeram só maravilhas nos 8 anos de planalto), estou cada dia mais convencido do que te escrevi já faz mais de um ano: estamos diante da metamorfose surpeendente do PT em PSDT. O problema é que esse monstro, ainda em formação, tem corpo de tucano, age como tucano, mas ainda tem cérebro, discurso e promessas vermelhas. Talvez no final desse processo de metamorfose tenhamos a um PSDT mais estruturado e coerente. Quem (sobre)vivier verá...
Viernes, 19 de Marzo de 2004
De: Cnobre:
Para: AS
Obrigado pelas boas piadas! Lendo nas entrelinhas, subentendo que a coisa deve estar pegando fogo por aí, né? Não se desespere, pois se sobrevivemos aos últimos 30 anos de "chefes", não vai ser esse "cabradapesti" que vai nos derrubar.
Ponha-se no lugar dos Petistas, esses sim devem estar sentindo-se absolutamente órfãos, sem chão, acreditando que o mundo vai terminar em buraco (provavelmente orçamentário...). Como simpatizante do PSDB (sem achar que fizeram só maravilhas nos 8 anos de planalto), estou cada dia mais convencido do que te escrevi já faz mais de um ano: estamos diante da metamorfose surpeendente do PT em PSDT. O problema é que esse monstro, ainda em formação, tem corpo de tucano, age como tucano, mas ainda tem cérebro, discurso e promessas vermelhas. Talvez no final desse processo de metamorfose tenhamos a um PSDT mais estruturado e coerente. Quem (sobre)vivier verá...
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O santo com pés de barro
Viernes, 20 de Febrero de 2004
De: Cnobre:
Para: AS
Andei lendo as ultimas noticias do Brasil e, veja só, me encontrei com a enorme surpresa de ver o PT envolvido num escândalo de financiamento político. Que coisa, não? Será que agora os santos com pés de barro vão descer do pedestal?
Falando sério, é meio triste ver que até o "partido ético" anda derrapando no quesito limpeza. O lado bom é a famosa e tão propalada "desmistificação do PT". Parafraseando alguém, mais uma vez confirmamos que "é mais fácil ser pedra que ser vidraça", e vamos esperar que os eternos opositores deixem de ser uma burra oposição a tudo e todos quando deixarem de ser governo.
Viernes, 20 de Febrero de 2004
De: Cnobre:
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Andei lendo as ultimas noticias do Brasil e, veja só, me encontrei com a enorme surpresa de ver o PT envolvido num escândalo de financiamento político. Que coisa, não? Será que agora os santos com pés de barro vão descer do pedestal?
Falando sério, é meio triste ver que até o "partido ético" anda derrapando no quesito limpeza. O lado bom é a famosa e tão propalada "desmistificação do PT". Parafraseando alguém, mais uma vez confirmamos que "é mais fácil ser pedra que ser vidraça", e vamos esperar que os eternos opositores deixem de ser uma burra oposição a tudo e todos quando deixarem de ser governo.
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Jueves, 13 de Noviembre de 2003
De: Cnobre:
Para: AS
Li isso e não pude deixar de te mandar. É o editorial do Estado de hoje e reforça o que escrevi antes. A semente plantada pelo trabalho do qual você participou tem que estar germinando:
"Assim como se disse do discurso em que defendeu a integração militar da América do Sul, pode-se dizer do desabafo do ministro da Casa Civil, José Dirceu, sobre a sua cansativa luta contra as deficiências da máquina estatal, que mistura coisas verdadeiras com outras nem tanto. De um lado, a constatação de que o governo tem burocracia demais e eficiência de menos, o que exige "trabalhar cada vez mais para reformar o Estado". De outro, a frase: "Precisamos lembrar como encontramos a administração pública do Brasil."
A afirmação é duplamente contestável. Primeiro, porque sugere ter sido um descalabro a gestão do governo anterior. Isso é falso. Embora a modernização do aparelho federal tenha ficado aquém do que pretendia o presidente Fernando Henrique – até em razão das resistências corporativas estimuladas pelo PT –, ele não só tinha uma visão do problema mais avançada do que a do seu sucessor, como ainda lhe entregou um Estado menos arcaico do que recebera. Segundo, porque, qualquer que fosse a situação que o novo governo encontrou, quase sempre conseguiu piorá-la, antes de mais nada devido à sua obsessão em reinventar a roda. O corpanzil burocrático tornou-se ainda mais volumoso, com a proliferação de ministérios e secretarias inventados para mostrar "vontade política" de resolver problemas e, sobretudo, acomodar companheiros malsucedidos nas urnas. Diversos destes se revelaram tão incompetentes para administrar os seus setores quanto haviam sido para conquistar o eleitor.
Com atribuições não raro redundantes, resultado inevitável da hipertrofia do corpo burocrático, ficaram batendo cabeça e tentando passar rasteiras uns nos outros. Além de transformar o Executivo em um espécime pesado em excesso para se mover e trapalhão em excesso para achar o bom caminho, os recém-chegados promoveram o maior entra- e-sai nos níveis superiores e médios do aparato federal pelo menos desde o fim do regime militar, em 1985. Foi a apoteose do aparelhamento – a premiação daqueles cuja credencial mais luzidia é a carteirinha partidária, com o afastamento de administradores capacitados e experientes em navegar pela burocracia. No Brasil nunca faltaram governos marcados pelo nepotismo – hoje mesmo, o do Paraná de Roberto Requião é um escândalo. Já a marca do governo Lula é a do "nepetismo", a distribuição da massa disponível de cargos de confiança entre os quadros do PT e das siglas aliadas, com as conseqüências que se viu, por exemplo, no desfiguramento do outrora modelar Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro.
Outra característica que deve contribuir para o cansaço do ministro Dirceu é a baixa qualidade do processo decisório. O verdadeiro parto que foi o projeto sobre os transgênicos enviado semanas atrás ao Congresso e os graves defeitos congênitos do texto enfim dado à luz são apenas um tropeço entre muitos de um governo que lida mal com as próprias pernas. Mesmo quando um ministro ou o presidente identificam corretamente um problema a resolver, a forma de fazê-lo lembra muitas vezes a proverbial emenda pior que o soneto. Nesse sentido, a suspensão da aposentadoria aos jubilados com mais de 90 anos, enquanto não se recadastrassem, é um caso de manual. O Ministério da Previdência sabe que paga benefícios a pessoas já falecidas e quer acabar com essa fraude. Pois bem. De todas as formas concebíveis de enfrentar a questão, adotou a mais primitiva, com o típico vezo autoritário dos poderosos de turno de não parar para pensar no que o seu imaginário ovo de Colombo representaria para as pessoas de carne e osso.
O presidente Lula acaba de fazer a sua parte nessa seqüência de equívocos. O Congresso havia aprovado – com parecer favorável do Ministério da Educação – o repasse de recursos do Fundo para o Desenvolvimento e Manutenção do Ensino Fundamental (Fundef) para instituições de ensino sem fins lucrativos que acolham alunos portadores de deficiência. Isso contraria pela base a emenda constitucional que criou o Fundef, exclusivo para a rede pública. Pois bem. Por não ter oferecido outra alternativa durante a tramitação da matéria, só restou ao presidente vetar a lei. Mas o fez de supetão – o ato caiu no Legislativo como um raio em céu azul – e, o que é pior, sob o antipático argumento de que a iniciativa comprometeria o ajuste fiscal. Até parlamentares do PT reagiram com indignação. Armada a encrenca, só então o presidente se lembrou de cobrar do ministro da Educação uma fórmula para os alunos excepcionais. O governo Lula precisa de uma urgente revisão."
De: Cnobre:
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Li isso e não pude deixar de te mandar. É o editorial do Estado de hoje e reforça o que escrevi antes. A semente plantada pelo trabalho do qual você participou tem que estar germinando:
"Assim como se disse do discurso em que defendeu a integração militar da América do Sul, pode-se dizer do desabafo do ministro da Casa Civil, José Dirceu, sobre a sua cansativa luta contra as deficiências da máquina estatal, que mistura coisas verdadeiras com outras nem tanto. De um lado, a constatação de que o governo tem burocracia demais e eficiência de menos, o que exige "trabalhar cada vez mais para reformar o Estado". De outro, a frase: "Precisamos lembrar como encontramos a administração pública do Brasil."
A afirmação é duplamente contestável. Primeiro, porque sugere ter sido um descalabro a gestão do governo anterior. Isso é falso. Embora a modernização do aparelho federal tenha ficado aquém do que pretendia o presidente Fernando Henrique – até em razão das resistências corporativas estimuladas pelo PT –, ele não só tinha uma visão do problema mais avançada do que a do seu sucessor, como ainda lhe entregou um Estado menos arcaico do que recebera. Segundo, porque, qualquer que fosse a situação que o novo governo encontrou, quase sempre conseguiu piorá-la, antes de mais nada devido à sua obsessão em reinventar a roda. O corpanzil burocrático tornou-se ainda mais volumoso, com a proliferação de ministérios e secretarias inventados para mostrar "vontade política" de resolver problemas e, sobretudo, acomodar companheiros malsucedidos nas urnas. Diversos destes se revelaram tão incompetentes para administrar os seus setores quanto haviam sido para conquistar o eleitor.
Com atribuições não raro redundantes, resultado inevitável da hipertrofia do corpo burocrático, ficaram batendo cabeça e tentando passar rasteiras uns nos outros. Além de transformar o Executivo em um espécime pesado em excesso para se mover e trapalhão em excesso para achar o bom caminho, os recém-chegados promoveram o maior entra- e-sai nos níveis superiores e médios do aparato federal pelo menos desde o fim do regime militar, em 1985. Foi a apoteose do aparelhamento – a premiação daqueles cuja credencial mais luzidia é a carteirinha partidária, com o afastamento de administradores capacitados e experientes em navegar pela burocracia. No Brasil nunca faltaram governos marcados pelo nepotismo – hoje mesmo, o do Paraná de Roberto Requião é um escândalo. Já a marca do governo Lula é a do "nepetismo", a distribuição da massa disponível de cargos de confiança entre os quadros do PT e das siglas aliadas, com as conseqüências que se viu, por exemplo, no desfiguramento do outrora modelar Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro.
Outra característica que deve contribuir para o cansaço do ministro Dirceu é a baixa qualidade do processo decisório. O verdadeiro parto que foi o projeto sobre os transgênicos enviado semanas atrás ao Congresso e os graves defeitos congênitos do texto enfim dado à luz são apenas um tropeço entre muitos de um governo que lida mal com as próprias pernas. Mesmo quando um ministro ou o presidente identificam corretamente um problema a resolver, a forma de fazê-lo lembra muitas vezes a proverbial emenda pior que o soneto. Nesse sentido, a suspensão da aposentadoria aos jubilados com mais de 90 anos, enquanto não se recadastrassem, é um caso de manual. O Ministério da Previdência sabe que paga benefícios a pessoas já falecidas e quer acabar com essa fraude. Pois bem. De todas as formas concebíveis de enfrentar a questão, adotou a mais primitiva, com o típico vezo autoritário dos poderosos de turno de não parar para pensar no que o seu imaginário ovo de Colombo representaria para as pessoas de carne e osso.
O presidente Lula acaba de fazer a sua parte nessa seqüência de equívocos. O Congresso havia aprovado – com parecer favorável do Ministério da Educação – o repasse de recursos do Fundo para o Desenvolvimento e Manutenção do Ensino Fundamental (Fundef) para instituições de ensino sem fins lucrativos que acolham alunos portadores de deficiência. Isso contraria pela base a emenda constitucional que criou o Fundef, exclusivo para a rede pública. Pois bem. Por não ter oferecido outra alternativa durante a tramitação da matéria, só restou ao presidente vetar a lei. Mas o fez de supetão – o ato caiu no Legislativo como um raio em céu azul – e, o que é pior, sob o antipático argumento de que a iniciativa comprometeria o ajuste fiscal. Até parlamentares do PT reagiram com indignação. Armada a encrenca, só então o presidente se lembrou de cobrar do ministro da Educação uma fórmula para os alunos excepcionais. O governo Lula precisa de uma urgente revisão."
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